A culpa é da Dilma!

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"Olá Lideres Pioneiros,

Ontem assisti um excelente filme dirigido por Ridley Scott de nome Perdido em Marte e com protagonismo do ator Matt Damon. Obviamente não vou contar ou comentar o filme, mas sua mensagem de superação às adversidades apresentadas me lembrou muito o contexto que estamos vivendo atualmente.

A palavra outsourcing está cada vez mais presente em nosso dia-a-dia, não só nas organizações onde terceirizaram as chamadas “áreas meios” que não são estratégicas para a empresa, mas também em nós (indivíduos) que constantemente estamos terceirando nossas responsabilidades.

Neste final de semana por exemplo, ouvi as frases: “quem foi que deixou a chave aqui? ”; “como isso foi parar no meu armário? ”. “Desculpe cheguei só agora porque meu carro quebrou. ”; São frases simples que ouvimos em nossa rotina de final de semana quando estamos relaxados de quaisquer (grandes e pequenas) responsabilidades e tentamos sempre que possível, nos livrar e transferindo-as para outros.

Somos responsáveis, sim, pelo que acontece em nossos meios: Meio Ambiente, Meio Político, Meio Social e Meio Familiar.

Já parou para pensar que se nosso filho vai mal na escola é porque não demos condições, disciplina, recursos e apoio para que ele vá melhor? E que você não chega na hora por não se programar adequadamente? Ou que seu carro quebrou por falta de sua manutenção?

Ahhh, mas …e a Dilma? Ela só está na presidência porque nós a elegemos.

Precisamos parar de transferir as nossas inteiras responsabilidades para terceiros tentando facilitar nossa vida e nosso ego.

Incrivelmente ao longo desses anos como CEO e consultor de empresas, eu costumo ouvir de gestores a pergunta: de quem é a culpa? Obviamente para ele o satisfatório é descobrir que há um funcionário na área operacional da organização cometendo falhas constantes e assim será fácil justificar o erro pela falta de capacidade, formação, educação, boa vontade e de comprometimento do funcionário. Mas, efetivamente, foi o próprio gestor que no início do ano decidiu cortar custos de treinamento e capacitação da equipe, foi ele que aceitou a contratação de um determinado perfil de equipe condizente com a remuneração, e também é ele mesmo que raramente circula na empresa para se comunicar e criar ambiente de feedbacks.

Amir Klink, o navegador e escritor conta também uma ótima história de ter se perguntado de quem havia esquecido de ligar a caldeira para esquentar a água do seu banho semanal depois de vários meses ancorado solitário na Antártida.

O filme de Ridley Scott nos facilita na atitude de seguir o personagem principal na busca da sobrevivência, enfrentando as crises e resolvendo todos os problemas um a um. Em Marte, não há interferência de terceiros que permita justificar as falhas, então naquele caso a escolha era não ficar esperando que as coisas se resolvessem e sim enfrentá-las com os recursos disponíveis.

Ainda bem que não estamos em Marte, ufa!

por Rui Francisco de Paula